Abordagem de género no sistema de gestão anti-suborno
14/10/2022

Abordagem de género no sistema de gestão anti-suborno

Gênero e suborno: dois elementos-chave para o desenvolvimento sustentável

A corrupção em geral, e o suborno em particular, são fenômenos que dificultam e atrasam o avanço rumo ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre eles o ODS 5: Igualdade de Gênero.

Segundo o UNODC, “é importante compreender que a desigualdade de gênero atua como um fator que contribui para o aumento das redes de corrupção, ao mesmo tempo em que gera novas lacunas de desigualdade entre mulheres e homens. Diante disso, a perspectiva de gênero é uma ferramenta-chave para o desenvolvimento de programas e projetos eficazes de combate e prevenção à corrupção, bem como para a condução de estratégias de desenvolvimento sustentável”.

Na semana passada, realizamos uma entrevista com os diretores da Sofis Solutions e com a responsável pelo Sistema de Gestão Antissuborno sobre este tema.

“Desde 2019, a Sofis Solutions conta com um Sistema de Gestão Antissuborno certificado segundo a norma ISO 37001. Compreendendo a problemática anteriormente mencionada, começamos a trabalhar na incorporação da perspectiva de gênero nesse sistema, atuando sob três dimensões: a prevenção por meio da análise de riscos, a capacitação interna e a difusão entre nossas partes interessadas”, comentou Gustavo Cirigliano, diretor da Sofis Solutions.

“Identificamos que os riscos de suborno podem estar vinculados a fatores de gênero em diferentes dimensões: a exclusão de um dos gêneros em detrimento de outro, o que pode implicar em alguma forma de suborno, a criminalização ou extorsão baseada em gênero, a exclusão política das mulheres em qualquer das fases ou instâncias. Nesse sentido, estamos trabalhando inicialmente na sua avaliação e, posteriormente, em um plano de ação, se necessário”, indicou Laura Viré, responsável pelo Sistema de Gestão Antissuborno da Sofis Solutions.

Santiago Atella, também diretor da Sofis Solutions, acrescenta que “é necessário adotar uma abordagem mais ampla de inclusão, já que estudos demonstram que a corrupção afeta mais fortemente pessoas que vivem na pobreza, são analfabetas ou desconhecem seus direitos. Esse seria um enfoque sobre o qual nosso sistema pode evoluir”.

Com essas iniciativas, busca-se dar visibilidade à relação existente entre corrupção (especialmente o suborno) e gênero, aos riscos específicos que podem surgir e seu impacto sobre as pessoas, contribuindo assim para avançar no cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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